Love is Magik - Raul Seixas
And when you find it’s not enough
I’ll still be there to pick you up
‘Cos we’ve not long to live this life
So take your time
This is a big decision
Big Decision - The Devlins
Terminei de ler “O Retorno do Jovem Príncipe”, não do “Pequeno Príncipe”, e resolvi comentá-lo.
Foram duas, as palavras que usei para descrevê-lo: “lindinho” e “conveniente”. ^^
Lindinho, porque, de fato, é uma historinha fofa, cheia de fórmulas para que nos tornemos melhores e construamos um mundo melhor, repleto de amor e paz. E quem não precisa de amor e paz, não é mesmo? É certo que o autor traz uma considerável bagagem da “auto-ajuda”, em um jogo de perguntas e respostas “existencialistas”, mas nada prejudicial.
Conveniente, porque, de alguma maneira, colaborou com o meu momento de introspecção mais recente, trazendo à superfície algumas das respostas, que não conseguia enxergar, embora estivessem sempre aqui…
E, não, “O Pequeno Príncipe” não voltou. Nem precisa… Pois estará sempre presente nos 500mi de estrelas, que sorriem a cada noite, no céu.
“Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir.”
É isso…
É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai, do Filho, do Espirito Santo, amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos”
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contra o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:É um desmascaro
Singelo grito:
“O rei está nu”
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito núE eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo.
Só eu que me arrepio ouvindo essa música?
tenho dois olhos
[mudos ]
que se recusam
a ver o óbvio
uma boca
[cega]
que se nega
a dizer adeus
um coração
que pensa
uma cabeça
que pulsa
e estas mãos
[descalças]
ajoelhadas
a teus pés
Valéria Tarelho
Once upon a time, a dear fellow asked me (actually not once, but maybe twice) if I was happy. I must confess I could not answer to that. Well, It’s not that I don’t know how I feel, I do, indeed – I just could not say, by that time, that I have not felt happy, since I can remember of myself living.
Guess I have an idea of how it is (to be happy, I mean), though I did not reach it, yet. So, my dear friend (you know who you are), if you are reading to this, the answer to your former question is “no, I am not”. But you must be certain that there is something I know that leads me to living an awful day after the other, which is called “hope”. So I may not have found happiness by this moment, maybe never, but I will always hope that someday I make it.
As a last thing I can tell you, I should say that “living a hope” is not living at all.